<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482</id><updated>2012-02-14T10:52:04.142-08:00</updated><title type='text'>O MOSAICO DE EROS</title><subtitle type='html'>"Amei, amo, e continuarei amando, sem saber ainda o que é o amor."&lt;br&gt;&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
"E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor,e a outra metade...também!"&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Ferreira Gullar</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-2567041558650884111</id><published>2011-12-29T16:47:00.001-08:00</published><updated>2011-12-29T16:48:27.210-08:00</updated><title type='text'>O Luto do Amor!</title><content type='html'>Dizem que amar anda difícil. Concordo. Mas tenho percebido constantemente que o contrário também é verdadeiro: deixar de amar anda difícil! Por acaso várias pessoas ao meu redor terminaram relacionamentos, seja um namoro de pouco tempo ou um casamento de anos. E as dificuldades são as mesmas.&lt;br /&gt; No amor, ganhar e perder são aprendizados complementares. Aprender a amar e aprender a deixar de fazê-lo, ou senti-lo por uma pessoa, constituem habilidades que se somam. Não são a mesma coisa, claro. Ambas ações mobilizam nossas carências internas, nossos medos, nossos fantasmas do passado, mas de formas diferentes.&lt;br /&gt; Costumo pensar o amor como a síndrome dos opostos. No difícil percurso de subida de sua montanha, chegar ao cume nos proporciona um sentimento de plenitude que nos enche de vida. Contudo, ao descer, novamente aos seus pés, parece impossível nos sentirmos mais vazios, como se a vida tivesse nos abandonado lá encima. Quando a relação acaba, entramos quase que... em luto. Como se estivéssemos num processo de morte, não nossa, não da outra pessoa, mas desse fio invisível chamado relação.&lt;br /&gt; Essa relação entre luto e amor é tão forte que, algumas vezes, as pessoas consideram o espaço vazio tão insuportavelmente doloroso, verdadeiro abismo de solidão, que se matam. A literatura é repleta de casos assim. A pessoa não consegue ultrapassar a depressão e o isolamento. Isso, claro, é um equívoco sobre o que se considera amor. Conheci também casos em que após a separação a pessoa age como se, de fato, a outra tivesse morrido. Chega mesmo a renomeá-la “O falecido”. Graças a Deus nunca acharam o corpo morto e o deram por desaparecido (o que não estava).&lt;br /&gt; A relação entre amor e morte é profunda, e daria pano pra manga. Vamos aqui apenas citar esta relação dentro da teoria que Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra de origem suíça, formulou sobre o luto. Ela escreveu um livro clássico sobre o luto (de morte morrida mesmo) chamado “Sobre a Morte e o Morrer”, onde descreve cinco estágios que as pessoas passam quando entram em contato com a morte, mas que valem para qualquer perda significativa na vida de uma pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro é o da Negação e Isolamento. É a forma mais elementar e básica de fugir da dor, e depende da forma com que a própria pessoa,  e aquelas que estão ao seu redor, lidam com esse sentimento. Em geral esse estágio não dura muito tempo, contudo nossa diretriz cultural atual nos prega que devemos andar felizes o tempo inteiro, e buscar aproveitar ao máximo os prazeres da vida. Se isto for visto de forma equivocada pode ajudar a piorar um pouco as coisas nesse estágio.&lt;br /&gt; O segundo estágio é o de Raiva. Como a negação e o isolamento não podem durar para sempre, uma hora a ficha cai, a raiva vem como consequência da compreensão de que o mundo não satisfez nossos desejos infantis, de que não foi aquilo que queríamos que fosse. A raiva não deve ser negada, tampouco devemos nos agarrar a ela. Devemos pô-la, sim, para fora, com todo o seu veneno. Como diria o poeta/filósofo, “ter raiva é como tomar veneno e esperar que o outro morra”! Devemos prestar então bastante atenção nesses momentos, pois eles costumam nos mostrar o nó da questão. “Morro de raiva dele porque ele não me apoiou”, insegurança; “Ela me abandonou”, já dito na frase, sentimento de abandono... Essas emoções em geral estão conosco a tempos e permeiam várias e várias relações. Então: prestar atenção e deixar a raiva ir, senão hostilizamos os ambientes e criamos ressentimentos, revoltas e inveja.&lt;br /&gt;O terceiro estágio é a barganha. Como nenhum dos dois estágios resolveu a situação, surge a barganha, ou negociação. Barganhamos com Deus, conosco, com o outro. Já vi mulher dizer que aceita ser amante (também vale para homem, lógico, mas é bem mais incomum), homem falar que agora casa, ou então que definitivamente muda. É a negociação com o sentimento de dor. &lt;br /&gt; Quando a pessoa já não consegue negar, e agredir e revoltar-se não mostram soluções, e a barganha também não resolveu, surge então um sentimento de perda. É o estágio da depressão. Aqui começa a possibilidade de evolução, de aproveitar a perda para tornar-se uma pessoa melhor, rever a própria vida, as atitudes, emoções e sentimentos. Não devemos contudo nos fixar neste momento. Em especial no amor as pessoas tem o costume de achar que amor que é bom dói, ou que só é amor se doer bastante e por um bom tempo. Esta é toda uma herança do nosso conceito de amor romântico, que de fato não tem nos ajudado muito.&lt;br /&gt; O último estágio é a aceitação, onde a pessoa já não experimenta o desespero nem nega a sua realidade. É o momento de repouso e serenidade antes da morte, onde encontra-se a paz, perdoa-se as faltas alheias, assim como as próprias, e se reconecta com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esses estágios não são, obrigatoriamente, sucedidos. Como sempre existem exceções. A pessoa pode inclusive pular a negação, a raiva e a barganha, e ir direto para a depressão. Ou permanecer estanque na raiva sem jamais sair dela.&lt;br /&gt; Pessoalmente considero o final de um relacionamento um momento quase sagrado. Justamente por ser um tempo de morte, ele nos abre a possibilidade de um novo encontro com a vida. Agora mais profundo, mais pleno, mais saudável. É como se o buraco aberto no peito fosse uma espécie de olho mágico invertido, e nos ajuda-se a ver melhor nosso lado de dentro. Podemos aprender sobre nós mesmos. A carência provocada pelo término de uma relação amorosa, que nunca é apenas dela mas reflexo de todas as nossas carências enquanto sujeito, nos possibilita justamente seu preenchimento.&lt;br /&gt; Acredito que para isso, contudo, devemos vencer algumas tentações. Cito pelo menos três:&lt;br /&gt; A tentação do confronto, em que tornamos a coisa uma gigantesca guerra. Ou demonizamos o outro, ou demonizamos a nós próprios, buscando fazer com que ele pague na própria carne o suposto mal que nos fez. A tentação do martírio, de ficar cutucando com o pé a beirada do barranco só pra aumentar o tamanho do buraco, transformando-o num verdadeiro abismo. Como disse antes, a perda da relação amorosa evoca nossas faltas do passado. Em alguns casos uma legião inteira de fantasmas e demônios nos assombra, se deixarmos. A tentação da falsa indiferença, onde nos atolamos em trabalho, em outra relação, em novos problemas, tudo para não pensar. É como cair de cara no chão e fingir que não doeu. Nos ocupamos na tentativa de nos escondermos da dor. Em alguns casos funciona, em outros ela vem mais forte depois, mas o mais importante é que com isso negamos toda a possibilidade de aprendizado e de evolução que temos conosco naquele momento. Se cair de cara no chão e seguir em frente, podemos seguir com um nariz quebrado sem saber!&lt;br /&gt; Quando a relação acaba, é tempo de querer-se. Reaprender a viver, reciclar afetos, reconstruir o passado. Mas estas são apenas minhas opiniões e, como escrevi mesmo uma vez, amei, amo e continuarei amando, sem saber ainda o que é o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-2567041558650884111?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/2567041558650884111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=2567041558650884111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/2567041558650884111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/2567041558650884111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2011/12/o-luto-do-amor.html' title='O Luto do Amor!'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-5225715422009279335</id><published>2011-08-25T16:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-25T16:21:47.772-07:00</updated><title type='text'>O amor e a distância</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-6q56GpBjWvQ/TlbXm8YxW6I/AAAAAAAAAEA/f5AqEkXk_oc/s1600/distancia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-6q56GpBjWvQ/TlbXm8YxW6I/AAAAAAAAAEA/f5AqEkXk_oc/s320/distancia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644936247000521634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diz uma certa linha de pensamento que, o amor, quando verdadeiro, sobrevive a distância. Que o amor sobrevive a tudo e a todos. Richard Bach, mesmo, tem um livro intitulado “Longe é um Lugar que não existe”, onde fala da constante presença do ente amado, presença auréola de um sentimento que sobrepuja o espaço. Já fui adepto deste pensamento, poético, romântico e, porque não dizer, esperançoso. E não digo isto para afirmar que não lhe tenho mais simpatias, mas digamos que mantemos, atualmente, eu e ele, um relacionamento de amistosa desconfiança. Nos gostamos, é verdade, mas também não nos aproximamos muito, como se nosso encontro nos machuca-se.&lt;br /&gt;	A questão surgiu quando conversava, esta semana, com uma amiga que mantêm um namoro de três anos de distância. Claro que os dois não estão três anos sem se verem, nem se encontram a três anos de distância (embora isso vala para alguns casais, que mesmo a tanto tempo viajando a velocidade da luz ainda não se encontram), mas mantêm um relacionamento onde, dos 1095 dias que o compõe, nem um sexto foi passado face a face.&lt;br /&gt;	Já mantive relacionamentos deste tipo, e atualmente embarco em mais uma experiência, embora a anterior tenha, por assim dizer, naufragado. Duas ideias me vêm a mente.&lt;br /&gt;	A primeira afirma que se o amor sobrevive a distância, certamente não significa que ela o faz bem. Falando de outra forma, digamos que, apesar da distancia o amor sobrevive. Ainda sim, esta frase não diz nada sobre a qualidade de vida do amor nestas condições. Maltrapilho, esfomeado, depressivo. a três anos minguando a existência, contudo vivo! Sub-vivo! Claro que neste contexto de guerra tal amor pode ser declarado herói, mas isso pode acontecer se ele for capaz de regressar a sua terra natal, ou se seu corpo se perder em combates estrangeiros. Resumindo. A distância, o amor até sobrevive, mas certamente não vive bem!&lt;br /&gt;	Para defender um pouco mais a questão acima, me valho de Vinícius: “Amor é a vontade de estar perto se longe, e mais perto se perto”. Se é a esperança do reencontro que mantém vivo um amor cujos corpos não se encontram, a distancia certamente será um de seus algozes cotidianos. Um sofrimento que arde no peito daquele que quer perto um afeto longe, que espera pelo abraço do braço que não tem, que deseja o carinho que não é capaz de se manifestar cotidianamente em toques, e envia singelas palavras para lhe substituir.&lt;br /&gt;	Para sobreviver, ele guarda a foto da amada no bolso, sonha com o regresso ao lar, mantêm esperanças num futuro promissor. Engraçado que isto, por si só, pode levá-lo a hipervalorizar a vida que possuía, e viver num mundo de alucinações amorosas. Sua vida depende disso! E dependerá, pois caso seu retorno não materialize os louros sonhados, o sentimento de ter enfrentado uma guerra sem sentido lhe ruirá o chão. A permanência da dúvida por todos os caminhos que segue também é seu algoz.&lt;br /&gt;	Mas existe uma segunda questão que me incomoda ainda mais nesta linha de pensamento, além da devoção a sobrevivência de um amor maltrapilho pela esperança do re-encontro. É de que a sobrevivência, e unicamente ela, garante sua verocimidade! Caso fracasse, provará que não é, ou foi, bom o suficiente, não tinha os méritos do bom e eterno amor. Não era mesmo pra ser. &lt;br /&gt;	Esta é a parte que me causa verdadeiro nojo. A presunção de que o amor verdadeiro é aquele que sobrevive, que, digamos assim, se eterniza. Esta mania ocidental de agregar valor apenas ao que se arrasta no tempo me faz entender o porque que da existência de tantos amores constantemente maquiados. Fingem que são jovens, disfarçam as rugas e as olheiras, não aceitam o cansaço da vida, do tempo, não reconhecem que perderam o brilho, não enfrentam, não necessariamente com o término, mas com o corpo aberto, a verdade do desgaste da vida. Mantêm-se porque devem mater-se! Sobrevivem apenas por sobreviver!&lt;br /&gt;	Agir assim é creditar ao amor uma função que não lhe pertence, e julgar como principais suas características mais desnecessárias. Amor é verdadeiro quando vale a pena, quando dá prazer, quando produz felicidade. E isto, é claro, não dá para maquiar. A gente pode tentar, se vestir melhor, fazer plásticas e disfarçar o efeito da idade, mas sempre sabe o tempo que tem.&lt;br /&gt;	Talvez não tenha sido claro o suficiente, talvez, ao lerem estas meras linhas, lhes fiquem algo como uma multiplicidade de sentidos, de possibilidades. Mas é assim mesmo, falamos de amor, e quando se faz isso nunca convêm explicar muito. Apenas uma última coisa cabe ser dita aqui. Penso que o amor, a distância, mantêm de uma forma peculiar o que acredito ser o principal desafio deste sentimento: manter vivo seu sentido, reinventando-se constantemente!&lt;br /&gt;	Podem me perguntar... Ora ora, mas começaste o texto afirmando que novamente embarcaste numa viagem dessas... lhes respondo meus amigos. No amor, nada faz sentido, e é a ausência de sentido que garante a esperança do amor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-5225715422009279335?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/5225715422009279335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=5225715422009279335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/5225715422009279335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/5225715422009279335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2011/08/o-amor-e-distancia.html' title='O amor e a distância'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6q56GpBjWvQ/TlbXm8YxW6I/AAAAAAAAAEA/f5AqEkXk_oc/s72-c/distancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-7996440421057633124</id><published>2008-04-25T20:08:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T20:39:04.499-07:00</updated><title type='text'>Carta a M.</title><content type='html'>Leio o que escrevestes. Acabo de ler pela quarta ou quinta vez. Os pensamentos vem beijar a minha testa novamente, antes de voltar a brincar com a fumaça do cigarro que corre pela janela aberta. O aroma do vinho não deixo que o vento leve, conservo comigo, degustando-o junto com tuas palavras. Vislumbro através delas a posição que ocupas no espaço, e do qual miras tudo aquilo que não é tu. Faço isso para descobrir onde estas em todo esse escuro da noite, e assim penetrar mais facilmente nos teus olhos que também se escondem.&lt;br /&gt;Me perguntas o que fazer quando ganhamos... e ainda não sei se me atrevo a responder tua pergunta... a falar do medo de ganhar e de perder. Isso porque me sinto seduzido a falar mais sobre o ultimo. Mas não farei isso, pois sei que este é o MEU medo, e para nós nossos medos são sempre maiores. Arrisco-me então a falar sobre ganhar, sobre esta difícil tarefa de desejar algo e ver este desejo transformar-se em realidade que nos envolve. &lt;br /&gt;Você está certa, ganhar não é fácil. Quando perdemos, aquilo que desejamos do mundo de fora negou-se a penetrar em nosso mundinho, e continuamos ali, quietos, parados, cercados somente por aquilo que já nos cercava. Mas quando ganhamos... quando ganhamos significa que nosso desejo virou realidade, que o que mirávamos e flertávamos pela janela escondidinhos também nos mirou e flertou, e acabou batendo em nossa porta. Mas o fato, minha cara, o fato ainda não se consumou! A campainha ainda toca e ficamos um tempo parados, sentindo o peso da respiração do futuro intruso, um tanto quanto esperançosos, um tanto quanto assustados. São segundos fatais nos quais abrimos ou não a porta. Ainda não ganhamos ou perdemos, e será impossível um dos dois resultados sem girar a maçaneta.Ganhar envolve ter e permanecer, perder envolve ter e ver partir. Nada se consuma se mantemos a porta fechada!&lt;br /&gt;Agora, os dois estão ali, e uma porta os separa. Se puderem ver os rostos um do outro perceberão um sorriso amargo de amor e de medo, uma tensão primordial que envolve esperança e pavor. Amor e medo são ambivalentes. Amar é vencer o medo, temer é fugir do amor. Um nos abre, outro nos fecha. É normal a adrenalina, afinal, o jogo sequer começou, e ambos esperam o apito inicial!&lt;br /&gt;Então minha cara, não se trata nem de ganhar, nem de perder. Só somos capazes de alcançar um dos dois se abrimos a porta a esse estranho amor que toca a campainha. Temer é desistir da campainha que toca e voltar a mirar a janela que nos protege do mundo de fora.&lt;br /&gt;Nesse jogo, no jogo que estamos prestes a começar a jogar, ganhar ou perder já constitui uma vitória. Significa que você abriu a porta e resolveu entrar na partida, abandonou o medo e escolheu o amor. E se você foi capaz de fazer isso, já ganhou de si mesma e também já perdeu da vida, que se mostrou irresistivelmente bela por alguns segundos frente a sua janela, tão bela que você não foi capaz de não deixá-la entrar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo em torno de julho de 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-7996440421057633124?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/7996440421057633124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=7996440421057633124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7996440421057633124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7996440421057633124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2008/04/carta-m.html' title='Carta a M.'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-7692220386575410149</id><published>2008-04-18T21:26:00.000-07:00</published><updated>2008-04-18T21:28:02.552-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esqueço de tudo que sou na esperança de, a cada minuto, me tornar algo novo.&lt;br /&gt;A questão não é se me amo, mas que amo aquilo que porventura posso me tornar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Machado&lt;br /&gt;05 de Setembro de 2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-7692220386575410149?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/7692220386575410149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=7692220386575410149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7692220386575410149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7692220386575410149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2008/04/esqueo-de-tudo-que-sou-na-esperana-de.html' title=''/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-3248251727571041949</id><published>2007-07-31T20:57:00.000-07:00</published><updated>2007-07-31T21:03:33.460-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RrAF4DJO8AI/AAAAAAAAABc/9WqOobxxe7I/s1600-h/rene-magritte-os%20amantes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093577639030878210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RrAF4DJO8AI/AAAAAAAAABc/9WqOobxxe7I/s400/rene-magritte-os%2520amantes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje a noite fui surpreendido por uma notícia... que a data atual não era uma qualquer, mas data especial. Não sei o que há comigo que raramente me felicito em datas festivas onde outros se alegram. Assim é no Carnaval, na Páscoa, no Natal, no dia dos namorados... e assim foi hoje. Pego de surpresa, caro leitor, não pude me estender muito nas reflexões, mas por favor aceite essa humilde reflexão na comemoração do Dia do Orgasmo!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;(In)Feliz Dia do Orgasmo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esse texto é sobre aquele que têm sido o maior xodó da sociedade pelos tempos: o sexo! Pena que para manter sua função social garantida ele não pode ser realizado entre duas pessoas!!!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modismo de hipervalorização, e superficialização, da cultura oriental ostenta o Tantra como a prática do gozo ideal; machos adolescentes consomem desenfreadamente Viagras na busca do sucesso seguro de sua iniciação sexual, assim como amuleto mágico contra os fantasmas que assombram suas virilidades escorregadias; o négocio pe gozar mais e o maior número de vezes. O instinto sexual se materializa no homem como liberação de sua animalidade. Trepar como cachorro, gozar como porco, ser eficiente como o coelho... o coito se realiza sempre entre o garalhão e a potranca! As mulheres, que em gerações passadas queimaram sutiã em praça pública, clamam o direito de que a adjetivação "galinha" tenha a mesma conotação social que a adjetivação "galo"... E eu que não passo de um pintinho acho tudo ridículo e absurdo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade do entretenimento cultua o sexo hedonista e individualizante como fórmula certa para o aumento do consumo. Na nigth, na wibe, ou seja onde for, o lance é o pega-pega e o mata-mata, num jogo de aparências e sedução que mais lembra o velho-oeste americano e sua luta desenfreada por território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais melhor, e quem conseguir menos perde. Na busca desse objetivo se desvincula a relação sexual do compromisso amoroso, e social (o que acho ótimo), mas sem se prestar muita atenção se enfia juntamente no lixeira o compromisso com o outro e o prazer do encontro (o que acho péssimo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é mais que normal, é a consquista histórica da libertação sexual do homem de valores morais que a restringiam, brandaram alguns dizendo-se revolucionários e achando-se moderninhos. Olho pra eles e acredito que não vêem a mesma coisa que vejo: o aumento do número de adolescentes com bulimias e anorexias da vida e a "descoberta" de uma nova doença da imagem corporal já em plena expansão entre os jovens masculinos, a vigorexia. Quando vejo esses dados não consigo evitar a idéia de qe corpos produzidos de forma tão doente e alienada podem até gozar mais em seus ímpetos consumistas, mas sem dúvida não consiguem gozar melhor! E enquanto todos acreditam sair ganhando com a liberação sei lá de quê, aumentando cotas pessoais de pega-pega, ós únicos que apresentam lucro incontestável são as multinacionais de cosméticos, de emagrecimento, de bebidas alcóolicas e automobilistas, que propagandeiam o acesso a um corpo perfeito (seu ou do outro), ludibriando seus consumidores com uma brincadeira de esconde-esconde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fico pensando é se as praias de nudismo também se encontram repletas desses out-doors eróticos-consumistas que vejo por aí, e comemoram o dia do orgasmo com uma alegria ávida de sexo fast-food... Prefiro acreditar que não, que em algum lugar o corpo e o sexo continuam sendo coisas naturais, não mercantilizáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me desculpem os ninfomaníacos se estou sendo cruel demais, não tenho nada contra eles, pelo contrário. Mas acho que sexo não se trata apenas de caça ou oportunidade, assim como o orgasmo não é garantido pela tecnica X, posição Y e preliminares Z, como gostam tanto de nos fazer acreditar as revistas masculinas e femininas que à décadas lançam a mesma idéia todos os meses. Transar com outra pessoa fazendo dela um objeto para a obtenção de prazer pode ser bom as vezes (especialmente quando ambos estão de comum acordo), mas acho mais interessante ver o sexo como um encontro entre Eu-Tu do que como uma relação entre Eu-Coisa. O pansexualismo é um sintoma claro disso: qualquer coisa ta valendo, um homem, uma mulher, uma árvore, uma máquina de lavar roupas ou um pneu de fusca, tanto que se goze no final!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me desculpem os revolucionários, mas essa liberdade eu não quero! E (in)feliz dia do orgasmo para vocês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-3248251727571041949?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/3248251727571041949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=3248251727571041949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/3248251727571041949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/3248251727571041949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/07/hoje-noite-fui-surpreendido-por-uma.html' title=''/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RrAF4DJO8AI/AAAAAAAAABc/9WqOobxxe7I/s72-c/rene-magritte-os%2520amantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-7141930193151678227</id><published>2007-06-14T12:47:00.001-07:00</published><updated>2007-06-14T14:13:16.314-07:00</updated><title type='text'>Homenagem Póstuma ao Dia dos Namorados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnGdkKl42BI/AAAAAAAAABU/u-4IaJrxfaY/s1600-h/luto+6+bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076011499667380242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnGdkKl42BI/AAAAAAAAABU/u-4IaJrxfaY/s400/luto+6+bom.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nossa cultura ocidental possui uma estranha mania de adjetivar um dia do calendário sempre que almeja apaziguar os animos de alguma minoria excluida ou aumentar o consumo de suas mercadorias. E comemorar o dia dos namorados representa isso muito bem. Na época do tão badalado ficar, onde a moral familiar procura se acostumar com esse novo "modismo" juvenil, quem possui um namoro a moda antiga está erguendo as mãos pros céus. E o mercado agradece!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;..............................................................................&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Venho através deste prestar minhas condolências... condolências póstumas ao Dia dos Namorados... Não sei ainda como aconteceu, e as lágrimas que escorrem em minha face ainda me impedem de compreender se o que morreu de fato foi o Dia deles, Eles, ou o Amor que os unia. Na duvida, presto pessames aos três&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, acho as vezes que a melhor descrição do ocorrido é que o dia matou os namorados... Matou-os quando lhes pediu para representar seu amor em mercadoria. O presente, não agradando ou sendo trocado, acabou por matar a possibilidade de amor gratuito que os unia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A efemeridade das relações, ao certo, foi cúmplice do crime. Quando as pessoas começaram a representar cada vez menos uma para as outras, e o sentimento onde outras horas tão fascinantes poetas se embriagaram foi vulgarizado pela competição numérica de quantos pares uma individualidade é capaz de formar numa noite, aí agia a efemeridade. Assim, "MuitosPares" acabou por matar "UmParPraSempre", e sem nenhum dos dois para consolar-nos, acabamos sozinhos no fim dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem as más linguas que o senhor Mercado se alegrou com a morte do falecido, ouvi no jornal hoje ao meio dia que estava a comemorar suas vendas que aumentaram em quase 60 % este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu aqui, nem triste nem alegre, apenas reflexivo como sempre, fico pensando nesta época em que as próprias relações são efêmeras e consumíveis, e consequentemente consumistas, ou isto ou antiquadas e repressivas. Reflito e espero por um dia em que nós, então nem mais ficantes inconstantes nem eternos namorados pegajosos, possamos nos lembrar do falecido "12deJunho", e homenager sua morte utilizando os outros 364 dias do ano que nos restaram para estabelecer relacionamentos onde amar e ser amado constituam o único objetivo. E acabo por perceber que sua morte valeu a pena... No fim das contas, "12deJunho" morreu como herói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Machado&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-7141930193151678227?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/7141930193151678227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=7141930193151678227' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7141930193151678227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7141930193151678227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/06/homenagem-pstuma-ao-dia-dos-namorados.html' title='Homenagem Póstuma ao Dia dos Namorados'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnGdkKl42BI/AAAAAAAAABU/u-4IaJrxfaY/s72-c/luto+6+bom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-6396664350891679730</id><published>2007-06-13T14:48:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T15:02:13.230-07:00</updated><title type='text'>Pra que serve o Amor no século XVII???</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBn-al416I/AAAAAAAAAAc/KaHjuuagDwQ/s1600-h/pulgas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075671102034335650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBn-al416I/AAAAAAAAAAc/KaHjuuagDwQ/s400/pulgas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arnolfo - &lt;em&gt;... Passou bem o tempo todo? Pelo visto...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês - &lt;em&gt;Com exceção das pulgas, que me incomodam a noite toda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnolfo - &lt;em&gt;Já já, você terá alguém para catá-las.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês - &lt;em&gt;Oh, que alívio!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escola de Mulheres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Molière*&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Jean-Baptiste Poquelin - o Moilère - nasceu em paris a 15 de janeiro de 1622. Foit ator, diretor e autor de sátiras sociais, como &lt;em&gt;As preciosas ridículas, Shanarello, Escola de maridos, &lt;strong&gt;Escola de mulheres&lt;/strong&gt;, O Tartufo, Dom Juan, o misantropo, O burguês fidalgo, O doente imaginário&lt;/em&gt; e outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu interesse por teatro nasceu das representações dos cômicos de feira, das tragédias de Corneille e dos espetáculos da Comédia dell`arte, gênero teatral italiano, baseado na improvisação e na expressão corporal dos atores. (Retirado de Escola de mulheres, Coleção Leitura, Paz e Terra)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-6396664350891679730?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/6396664350891679730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=6396664350891679730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/6396664350891679730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/6396664350891679730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/06/pra-que-serve-o-amor-no-sculo-xvii.html' title='Pra que serve o Amor no século XVII???'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBn-al416I/AAAAAAAAAAc/KaHjuuagDwQ/s72-c/pulgas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-7222858641133941523</id><published>2007-06-11T15:47:00.000-07:00</published><updated>2007-06-14T14:25:36.615-07:00</updated><title type='text'>Eva e Lilith na telinha do plim-plim</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/Rm3RqKl414I/AAAAAAAAAAM/_rvVRrlxVNQ/s1600-h/lilith.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074942877444396930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/Rm3RqKl414I/AAAAAAAAAAM/_rvVRrlxVNQ/s320/lilith.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem as línguas mais ferinas que Adão, nosso grande patriarca, se divertiu as tantas antes de desposar nossa grande mãe, Eva. Segundo os boatos, espalhados pelos seguidores da esotérica Cabala, seus divertimentos realizaram-se com Lilith &lt;span style="color:#990000;"&gt;(1)&lt;/span&gt;, primeira mulher a caminhar pelas bandas do Éden. Contudo o divertimento foi muito mais pro lado dele do que pro dela. Sentindo-se ofendida por permanecer na parte de baixo durante os coitos divinos, reclamou ao Grande Juiz para interceder a seu favor. Não sendo atentida, e possuidora de uma personalidade bastante forte, pegou suas trochas, que consistiam de meia dúzia de frutas, e rumou para terras ermas. Wierus &lt;span style="color:#990000;"&gt;(2)&lt;/span&gt;, demonólogo antigo, afirma que Lilith acabou por se casar novamente (alguns fofoqueiros afirmam que Satanás foi seu segundo companheiro), e tornou-se mãe e rainha dos demônios súcubos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante a Idade Média, diz a lenda, Lilith aparecia nas noites de lua nova sob a forma de uma mulher esbelta que seduzia e arrastava os homens aos becos, tendo relações sexuais com eles, e durante tal ato, no qual Lilith permanecia encima do companheiro, os matava asfixiados. Da mesma época também corre a lenda de que Lilith aparecia durante a madrugada para buscar os recém nascidos e leva-los ao inferno. Para proteger as criancinhas, as mães assustadas grafavam em seus berços o nome de três anjos. A Igreja Católica, como era de se esperar, desmentiu tais boatos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O caso é que estas estórias transformam Lilith na figura da mulher infernal, insubmissa e sedutora, seria a inimiga primordial dos bons costumes, do amor cristão, da castidade e da família. Por outro lado, dado a postura contestatória frente as regras divinas da submissão da mulher ao homem, Lilith também é considerada mitologicamente a primeira feminista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez ai também se esconda o mistério pelo qual nós, animais mamíferos que nos escondemos sob a denominação de homo sapiens sapiens, tenhamos demorado tantos milênios para realizar o que alguns chamam de Revolução Sexual: sofremos sob a herança genética de uma mulher com pouco pulso e bastante sem sal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que me trás a construção deste texto, contudo, não é nossa pouca sorte, mas sim a nova novela das seis da Rede Globo, Eterna Magia. A trama se desenvolve numa pequena cidadela rural em meados dos anos 60 (imagino), cuja lenda regional envolve a presença de uma áurea mágica assim como a presença de bruxas. O drama se constrói sobre a vida de Conrado (Thiago Lacerda) e Nina (Maria Flor), quando a irmã mais velha desta, Eva (Malu Mader), que construiu uma brilhante carreira como pianista na Europa, volta à cidadezinha. Conrado e Nina amam-se com o melhor amor cristão que há, e estão prestes a se casar e constituir família, até que Eva cruza com Conrado em lugar ermo, e sem saber quem ele é, o deseja. Nesse encontro, fruto do desejo e do poder de sedução de Eva, ambos se beijam. A partir disso Eva decide conquistar o caipira, e Conrado, sabendo quem ela é, adentra um inferno existencial formado por culpa e desejo. A Nina, Conrado ama, a Eva ele deseja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não quero me prolongar na descrição dos fatos. Meu intuito aqui é refletir sobre as imagens do feminino transmitidas em cadeia nacional por nossa amada Rede Globo. Mais precisamente gostaria de discutir a dualidade do feminino, representada pela meiga, angelical e mirrada Nina e pela sedutora, contestadora e maquiavélica Eva. A primeira representa a bondade, a castidade, a ingenuidade tipicamente cristãs. A segunda, de forma bastante irônica visto seu nome, representa o mito da mulher fatal protagonizado inicialmente por Lilith.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É comum assistirmos na televisão, seja em novelas como essa, como também, e principalmente, em filmes (alguém lembra de Sharon Stone em Instinto Fatal?), a representação da figura feminina como uma figura diabólica, capaz de corromper a pureza do masculino, como nosso Conrado, através do poder de sedução que sua imagem forte e independente transmite. Mais que isso, a mulher sedutora é representada como diabólica, como traiçoeira, como inimiga dos bons costumes e da tradição que os prega. Visto de outra forma, dicotomiza-se o amor (visto de forma cristã) e a sedução na figura da mulher. Dicomiza-se o bem e o mal, sendo a mulher casta a defensora do primeiro, e a mulher sedutora a possuidora dos poderes do segundo. Por isso essa mulher deve ser combatida, deve ser temida, deve ser eliminada &lt;span style="color:#990000;"&gt;(3)&lt;/span&gt;. O mesmo não acontece na construção dos personagens masculinos. Embora vilãos, poucas e raras vezes são eles tão destruticos da moral católica como as mulheres vilãs o são.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ressalta-se desta forma a disseminação de valores ideológicos pela mídia brasileira. Não que isso seja grande novidades nesta Terra Brasilis, mas que este fato realizado em tempos de liberação sexual, de luta pela igualdade feminina, pelos direitos dos GLBTS, pela defesa do princípio da cidadania para tod@s, indepentente da orientação sexual, pela defesa ao direito da própria expressão da sexualidade, de sua experienciação numa época em que as subjetividades são cada vez construídas de forma mais superficiais, que os relacionamentos pós-modernos são baseados em amores líquidos, e que a construção dos corpos se encarrega de construir ondas de anoréticas, bulímicas e vigorexos decorrentes do culto a uma beleza pré-estabelecida pela mídia. Nestes tempos, a diabolização do feminino como feminino sedutor é realmente uma atitude pré-histórica, no sentido de querer fazer a história andar pra trás &lt;span style="color:#990000;"&gt;(4)&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quero concluir esta breve reflexão ressaltando o seguinte: existe em nossa cultura ocidental um medo perverso da figura de todo feminino que se manifesta em sua origem, do feminino "puro", primordial, feminino incapaz de ser capturado pela moral conservadora do cristianismo, que rompe com a moral burguesa da sexualidade, que expressa sua sexualidade e sua sedução, que se mostra independente da tutela masculina, e aí mesmo se encontra sua sensualidade, sua atração, seu mistério, e, sobre o homem burguês, cristão, conservador, adorador dos "bons costumes", sua capacidade de leva-lo ao beco, e deste ao inferno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Rafael Machado do Livramento&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(1)&lt;/span&gt; Não tenho em memória onde li sobre estas informações de Lilith pela primeira vez. Coloco aqui então algumas referencias que o leitor poderá encontrar na internet para compreender melhor esta figura mitológica: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lilith"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Lilith&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.rosanevolpatto.trd.br/lilith.html"&gt;http://www.rosanevolpatto.trd.br/lilith.html&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.astro.com/astrology/in_lilith_p.htm"&gt;http://www.astro.com/astrology/in_lilith_p.htm&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.vanessatuleski.com.br/mitologia/lilith.htm"&gt;http://www.vanessatuleski.com.br/mitologia/lilith.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(2)&lt;/span&gt; Dicionário de Ciências Ocultas. Parte II. Edição Especial Revista Planeta. Editora Três. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(3)&lt;/span&gt; Vale lembrar aqui a novela Mulheres de Areia, onde a mesma dualidade é representada pelas irmãs gêmeas Raquel e Ruti. Quem se esquecerá dos infinitos "A Rutinha é boa, a Raquel é má" repetidos por Tonho da Lua ao longo de seus capítulos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;(4)&lt;/span&gt; Na construção patriarcal de nossa sociedade não sobrou espaço para boas representações femininas, existem apenas as menos piores. Dicotomizei nesse texto Eva e Lilith, mas isso se refere a uma dualidade como mulher cristã e como mulher não cristã. Embora hoje o cenário é muito distinto de 2000 anos atrás, vale lembrar que o Catoliscismo considera Eva a causadora do pecado original, fonte de todas as desgraças do homem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-7222858641133941523?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/7222858641133941523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=7222858641133941523' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7222858641133941523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/7222858641133941523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/06/eva-e-lilith-na-telinha-do-plim-plim.html' title='Eva e Lilith na telinha do plim-plim'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/Rm3RqKl414I/AAAAAAAAAAM/_rvVRrlxVNQ/s72-c/lilith.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-3929869299792777285</id><published>2007-06-05T17:29:00.000-07:00</published><updated>2007-06-23T10:08:59.378-07:00</updated><title type='text'>Canibalismo Amoroso</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBuM6l417I/AAAAAAAAAAk/KNEazEI8YG0/s1600-h/canibalismo+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075677948212205490" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBuM6l417I/AAAAAAAAAAk/KNEazEI8YG0/s400/canibalismo+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;Escrevi este texto no ano de 2003, pelo menos é a época que me surge quando penso nele. Este foi o período em que comecei a refletir de forma mais consistente sobre os relacionamentos amoros, digo de forma mais consistente porque acredito que esta reflexão é feita por todos, de uma forma ou de outra, deste que ouvimos o infeliz questionamento que busca nos ensinar o conceito de Identidade... "Quem é o amor da mamãe?".&lt;br /&gt;De lá para cá a reflexão, mesmo identificada simbioticamente com a ação, sobre os relacionamentos amorosos ocupa espaço na vida de todos, mesmo que em seu contrário, na reflexão sobre a falta de amor.&lt;br /&gt;Por ser antigo, este texto possui ainda algumas crenças limitantes do amor burguês, e mesmo um certo tom romancista, que hoje não condizem mais com a realidade. Mesmo assim, e creio também justamente por isso, coloco este texto neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;CANIBALISMO AMOROSO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por Rafael Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cortou o namorado em pedaços e ensopou, enquanto a cabeça e os pés foram ao forno. É real, pode procurar no jornal. Todo mundo se assusta e acha a coisa um tanto maníaca, mas devo confessar que gostei da idéia. Canibalismo amoroso, é como classifiquei o fato, e se as pessoas se assustam é porque não percebem que esse é um acontecimento coditiano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Amamos para sermos amados, estabelecendo uma relação de troca com nossos parceiros. "Eu te amo", dizemos, mas se em seguida não ouvirmos um "eu também" tratamos logo de quebrar o vínculo e procurar outra pessoa disposta a nos dar aquilo que precisamos. Não sei se isso é bom ou ruim, apenas falo do que acontece.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não temos o costume de darmos amor. Pelo contrário, o comercializamos, e isso porque precisamos do outro para nos sentirmos amados. A lógica é um tanto simples: como eu não consigo me amar e nem você consegue se amar, então eu te amo e você me ama e tudo acaba bem. Ficamos mais leves, mais sorridentes, mas felizes, e aquela sensação de vazio e solidão que tanto nos encomoda desaparece.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas acontece que amor não é moeda, não é favor, não é tapa-buraco. Não pode ser trocado, medido ou cronometrado. Não obedece as leis do comércio, não rende juros. Amar é coisa boa, simples, de fácil acesso. Surge espontaneamente com o ato de ser quem se é, de ser inteiro, feliz, completo. Nada de procurar metade de laranja, de ler horóscopo para achar a alma gêmea que se esconde Deus sabe onde. O amor surge e se multiplica quando a gente se encontra com a gente mesmo no tempo presente. E se eu tenho de sobra eu posso te dar sem precisar mais receber em troca. Migalhas de paixão é aquilo que trocamos, e amor gratuito é aquilo que nos preenche.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E é nesta necessidade do outro para nos sentirmos preenchidos que nós o ensopamos e comemos, e esta é apenas a forma mais material da coisa: devorar o outro para matarmos nossa fome de afeto e de carinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis um belo jantar a luz de velas. Numa cadeira, nós, os devoradores. Como prato principal as sobras de um relacionamento que não nos sacia mais. E a outra cadeira permanece vazia, disposta a receber outra pessoa vazia que nos procure para se preencher. Aí as leis da selva falam mais alto: é matar ou morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;............................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei recentemente esta notícia e resolvi anexá-la aqui para exemplificar a materialidade de minhas idéias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;Mulher mata, corta e frita o marido na Bahia&lt;/h1&gt;             &lt;p&gt;   &lt;!-- TEXTO --&gt; A polícia prendeu neste sábado em Salvador a dona-de-casa Rosanita dos Santos, 47 anos, acusada de matar, esquartejar e fritar o marido, o soldado reformado da Polícia Militar da Bahia, José Raimundo dos Santos, 52 anos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; Os pedaços do corpo de José Raimundo foram encontrados escondidos em um saco plástico na casa do casal na vila São Cosme, periferia da capital baiana. A polícia acredita que a acusada retalhou o corpo do marido em cem partes para se livrar dele mais facilmente. &lt;/p&gt; Os pedaços foram fritos em óleo - para evitar o mau cheiro - e colocados no saco. Rosanita negou participação no crime e disse que o marido cometeu suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Terra Notícias em 23 de Junho&lt;br /&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI568817-EI5030,00.html&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-3929869299792777285?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/3929869299792777285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=3929869299792777285' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/3929869299792777285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/3929869299792777285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/06/canibalismo-amoroso.html' title='Canibalismo Amoroso'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBuM6l417I/AAAAAAAAAAk/KNEazEI8YG0/s72-c/canibalismo+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-1038354220049799107</id><published>2007-05-24T11:55:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T15:31:22.162-07:00</updated><title type='text'>A Praga</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBv4al418I/AAAAAAAAAAs/_QSF6uZmHO8/s1600-h/adao+e+eva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075679795048142786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBv4al418I/AAAAAAAAAAs/_QSF6uZmHO8/s400/adao+e+eva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;(Adão e Eva  é um dos quadros mais famosos de Dürer. Foi pintado em 1507 e pode ser  admirado no Museu Nacional del Prado, em Madrid.)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Recebi este texto por e-mail, afirmando ser de autoria de Rubem Alves... Sempre aviso quando recebo os textos da rede, melhor prevenir que remediar. Sou grande adorador de Rubem Alves, e espero discuti-lo em breve neste espaço... enquanto isso um pouco de seu fantástico pensamento irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;A Praga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a Igreja Católica é uma balela...”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É bom atentar para o que o papa diz. Porta-voz de Deus na Terra, ele só pensa pensamentos divinos. Nós, homens tolos, gastamos o tempo pensando sobre coisa sem importância tais como o efeito estufa e a possibilidade do fim do mundo. O papa vai direto ao que é essencial: “O segundo casamento é uma praga!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está certo. O casamento não pertence á ordem abençoada do paraíso. No paraíso não havia casamento. Na Bíblia não havia indicação de que as relações amorosas entre Adão e Eva tenham sido precedidas pelo cerimonial a que hoje se dá o nome de casamento: o Criador, celebrante, Adão e Eva nus, de pé, diante de uma assembléia de animais, tudo terminando com palavras sacramentais: “E eu, Jeová, vos declaro marido e mulher. Aquilo que eu juntei os homens não podem separar...”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os casamentos, o primeiro, o segundo, o terceiro, pertencem á ordem maldita, caída, praguejada, pós-paraíso. Nessa ordem não se pode confiar no amor. Por isso se inventou o casamento, esse contrato de prestações de serviços entre marido e mulher, testemunhando por padrinhos, cuja função é, no caso de algum dos cônjuges não cumprir o contrato, obrigá-lo a cumpri-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi um padre que me ensinou isso. Ele celebrava o casamento. E foi isso que ele disse aos noivos: “O que vos une não é amor. O que vos une é o contrato”. Aprendi então que o casamento não é uma celebração do amor. É o estabelecimento de direitos e deveres. Até as relações sexuais são obrigações a ser cumpridas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora imaginem um homem e uma mulher que muito se amam: são ternos, amigos, fazem amor, geram filhos. Mas, segundo a igreja, estão em estado de pecado: falta ao relacionamento o selo eclesiástico legitimador. Ele, divorciado da antiga esposa, não pode se casar de novo porque a igreja proíbe a praga do segundo casamento. Aí os dois, já no fim da vida, são obrigados a se separar para participar da eucaristia: cada um para um lado, adeus aos gestos de ternura... Agora está tudo nos conformes. Porque Deus não enxerga o amor. Ele só vê o selo eclesial.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O papa está certo. O segundo casamento é uma praga. Eu, como já disse, acho que todos são uma praga, por não se da ordem paradisíaca, mas da maldição. O símbolo dessa maldição está na palavra “conjugal”: do latim, “com”= junto e “jugus”= canga. Canga, aquela peça pesada de madeira que une dois bois. Eles não querem estar juntos. Mas a canga os obriga, sob pena do ferrão...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que o segundo casamento é uma praga? Porque, para havê-lo, é preciso que primeiro seja anulado pelo divórcio. Mas, se a igreja admitir a anulação do primeiro casamento, terá de admitir também que o sacramento que o realizou não é aquilo que se afirma ser: um ato realizado pelo próprio Deus. Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a igreja é uma balela... o divórcio ela seria rebaixada do seu lugar infalível e passaria a ser apenas uma instituição falível entre outras. A igreja não admite o divórcio não é por amor á família. É para manter-se divina...A igreja, sábia, tratou de livrar seus funcionários da maldição do amor. Proibiu-os de se casarem. Livres da maldição do casamento, os sacerdotes têm suprema felicidade de noites de solidão, sem conversas, sem abraços e nem beijos. Estão livres da praga...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;RUBEM ALVES&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-1038354220049799107?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/1038354220049799107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=1038354220049799107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/1038354220049799107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/1038354220049799107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/05/praga.html' title='A Praga'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBv4al418I/AAAAAAAAAAs/_QSF6uZmHO8/s72-c/adao+e+eva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-1325655229398406798</id><published>2007-05-24T11:27:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T15:47:59.204-07:00</updated><title type='text'>A Provocação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBzq6l42AI/AAAAAAAAABM/o1IbxDg_7TM/s1600-h/avestruz+inconformada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075683961166419970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBzq6l42AI/AAAAAAAAABM/o1IbxDg_7TM/s400/avestruz+inconformada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A provocação para criar este blog surgiu de algumas discussões que participei na comunidade Amor Livre, no orkut. Provocação não com sentido de ter sido desafiado por alguém, mas do significado latino, pro vocare, algo como chamar a vocação de volta... As discussões naquela comunidade fizeram isso comigo. Compreendi nas falas que li um anseio forte em vencer formas de relacionamento repressivas, sufocantes, angustiantes, que não ajudariam a pessoa a vivenciar toda a sua capacidade de amar. Porém, embora as intenções sejam verdadeiras, existe muita confusão ao lidar com novos conceitos e definir novas coisas, o que acredito provocar uma dificuldade no processo de construção da mudança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, acho justo que os primeiros textos que poste neste blog sejam frutos dos comentários que postei na comunidade Amor Livre, pois foram suas discussões que me provocaram até aqui e foi lá que percebi que já era a hora de divulgar essas idéias. O texto que segue, portanto, é baseado num comentário sobre o tópico:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Afinal... O que é o amor???&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo eu escrevi sobre um relacionamento, e as palavras têm se fortificado a cada novo enlace... &lt;em&gt;Amei, amo, e continuarei amando, sem saber ainda o que é o amor&lt;/em&gt;. Anos depois Roberto Freire me abençoou com sua graça, afirmando que do amor é impossível fazer biópsia, somente autópsia. Contudo, invariavelmente, me pego constantemente em duas indagações filosóficas: "O que é o amor?" é a reflexão que surge quando estou sozinho, e "Eu amo?" é pergunta freqüente logo que me apaixono. A primeira pergunta me cala, a segunda me apavora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Confesso que tenho uma certa inveja das pessoas que me afirmam que não se preocupam com essas dúvidas, afirmando categoricamente que definir é limitar, e que é impossível definir o amor. De certo modo, concordo com elas, mas acho que existe mais, que a importância da pergunta é maior. Afinal, como saber se amo se não sei (definir) o que é o amor? Ainda lembro do medo que tinha, e que em parte ainda tenho, pra falar os primeiros "Eu te amo". O primeiríssimo, o que tirou minha virgindade amorosa, levou seis meses para sair, e quando saiu me deixou um sentimento de culpa que levei mais três meses para dar "um foda-se". Pensava nas conseqüências caso minha fala não fosse verdade, e pior, pensava nas terríveis conseqüências caso ela fosse. Acreditava que o ato de pronunciar essas três pequenas palavras prenunciavam uma divida eterna para com a outra pessoa, uma prisão perpétua para com ela, deixando-me submisso e vulnerável frente aos seus caprichos . Mas o tempo, a prática e a persistência mudaram algo em mim... deixei de sentir medo do "Eu te amo", tanto de falar como de ouvir, e isso aconteceu embora minha capacidade de definição do Amor pouco tenha se transformado... O que mudou então???&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como falei anteriormente, também compartilho da idéia de que definir é limitar, pelo menos em alguns casos. Contudo acredito que o ato de definir também ilumina. Somos &lt;em&gt;homo sapiens sapiens&lt;/em&gt;... nossa evolução foi categorizada cientificamente pelo tamanho de nosso cérebro e nossa capacidade cognitiva, e deste então o amor tem se negado a render-se ao nosso progresso, foge de nossos conceitos e escapa de nossas conclusões. Contudo, a palavra dita liberta. Mesmo sem saber o que é o Amor, sem conseguir descrever os traços de sua face, suas formas ou cores, o primeiro "Eu te amo" que pronunciei, o primeiro que senti absolutamente como verdadeiro, surpreendeu-me. Surpreendeu-me o fato de que, após pronunciá-lo, não senti medo, não senti dúvida, vergonha e tão pouco pesar, e se nada disso aconteceu, por certo era porque eu realmente amava. Ou seja: descobri que amava após pronunciar a palavra amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acredito sinceramente que somos analfabetos emocionais... tentamos utilizar a lógica racional para compreender fenômenos que não a tangem. Buscamos fórmulas cognitivas, lineares e causais: A + B = Amor; capturar sinais que denunciem sua presença, que precipitem sua manifestação... Razão lógica muito eficaz para matemática, mas nada prudente para lidar com as emoções.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A verdadeira questão, me parece, se trata de aprender a pensar com o corpo inteiro. É um pensar não cognitivo, mas aprender com o tempo a identificar aquilo que se sente, seja raiva, inveja, paixão ou amor. Reconhecer o sentimento em sua forma natural, ao invés de codificá-lo como conceito, reconhecê-lo como lingaguegm próprio de sentimento, de sensações do corpo, de poesia da alma... ou então das sensações da alma e da poesia do corpo. Mas, definitivamente, tenho aprendido que não é possível levar o amor tão a sério, ainda mais quando me pede que apenas brinque com ele...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-1325655229398406798?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/1325655229398406798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=1325655229398406798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/1325655229398406798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/1325655229398406798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/05/provocao.html' title='A Provocação'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5FID_zczc3w/RnBzq6l42AI/AAAAAAAAABM/o1IbxDg_7TM/s72-c/avestruz+inconformada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2240720046510315482.post-9217265587371118640</id><published>2007-05-24T11:26:00.000-07:00</published><updated>2007-05-24T11:27:54.853-07:00</updated><title type='text'>Mosaico</title><content type='html'>Nem olho por olho...&lt;br /&gt;Nem dente por dente...&lt;br /&gt;Mas peça por peça...&lt;br /&gt;E ponto por ponto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair sem saber aonde chegar...&lt;br /&gt;Partir sem intenção alguma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas juntar peças e unir pontos!&lt;br /&gt;Cada peça existindo em liberdade,&lt;br /&gt;Sem imagem que se forme na negação...&lt;br /&gt;Assim é possível representar o amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rafael Machado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2240720046510315482-9217265587371118640?l=omosaicodeeros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/feeds/9217265587371118640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2240720046510315482&amp;postID=9217265587371118640' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/9217265587371118640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2240720046510315482/posts/default/9217265587371118640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omosaicodeeros.blogspot.com/2007/05/mosaico.html' title='Mosaico'/><author><name>Rafael Machado</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04404195091580208182</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-FRFBbAjsYUM/TvHEfKZxIPI/AAAAAAAAAEM/KZvprL78i3Q/s220/chimarr%25C3%25A3o%2Bno%2Bgasometro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
